Biografia

Violonista e cavaquinista, Nelson Latif é fruto da boa safra de músicos paulistanos da década de 80. Com formação musical em jazz e choro, atua nos principais palcos brasileiros e europeus.

Nelson Latif une os fundamentos da música clássica às diversas tendências musicais assimiladas ao longo da carreira. No fraseado melódico, linhas de forte influência jazzística executadas ora no ritmo sincopado e alegre do choro, ora com a precisão e o vigor do flamenco produzem um estilo singular, marca inconfundível do artista.

Latif iniciou seus estudos de violão clássico aos 14 anos e aos 17 já acompanhava cantores nos bares da intensa noite paulistana. Um ano mais tarde, venceu o festival de música secundarista promovido pela Faculdade Santa Marcelina, onde passou a estudar composição e regência. Continuou seus estudos de música na Faculdade Paulista de Arte, como aluno do curso de Bacharelado em Violão.

No início dos anos 80, integrou diversos grupos musicais na cidade de São Paulo com o violonista e guitarrista, entre os quais se destacam o Quarteto Paulista e o duo de música flamenca que formou com o violonista Julio Ramires. Nesse período, foi aluno do guitarrista Mozart Mello e do violonista Paulo Bellinati, com quem estudou harmonia e improvisação.

Em 1988, com Trio Remelexo, mudou-se para Portugal, onde ministrou workshops de música brasileira para a Juventude Musical Portuguesa. Em Lisboa, foi professor da renomada Escola de Guitarra de Duarte Costa. Apresentou-se com o Trio Remelexo (Nelson Latif, João Arruda e Eduardo Miranda) durante um ano nos principais teatros portugueses.

Em 1989, Nelson Latif radicou-se em Amsterdã. Durante os 12 anos em que morou na Holanda, foi membro do time de professores da Uit de Kunst, instituição divulgadora da cultura estrangeira no país, e trabalhou com diversos artistas. Também acompanhou nesse período os músicos brasileiros, tais como Mestre Marçal, Alcir da Mangueira, Ceumar e Lílian Vieira e os grupos Raíces de América, Quinteto Violado e Fuzuê. Participou de diversos festivais de jazz e world music, tais como o holandês North Sea Jazz Festival, o belga Sfinks Festival, o austríaco Sun Splash Festival e os Festivais de Jazz de Istambul, Lisboa e Jacarta.

Na década de 90, começou a se apresentar também com o cavaquinho, instrumento que o caracteriza desde então.

De 1997 a 2000, Latif dirigiu o grupo Raiz Latina, que o acompanhou em inúmeras turnês pela Ásia, das quais resultou o CD Love, gravado na Coréia.

Nelson Latif voltou a residir no Brasil em 2001, onde forma com os violonistas brasilienses Fernando Corbal e Bosco Oliveira o Trio Baru.

Em 2003, lançou com o saxofonista paulistano Flávio Sandoval o CD Brazilian Portrait, divulgado em turnês no Brasil e na Europa. No mesmo ano, foi acolhido pelo país vizinho Suriname, onde se apresentou diversas vezes, entre elas no Groen Festival, ao lado dos renomados violonistas surinameses Stanley Noordpool e Robby Faverey, e no Carifesta.

Em 2004, formou parceria musical com o também multiinstrumentista de cordas paulistano Carlinhos Antunes.

Em 2005, em duo com o músico indiano Ustad Zamir Khan, sitarista e tablista da legendaria família Khan, trafega pela pouco explorada união entre a música tradicional da Índia e do Brasil.

De 2006 até o presente, Latif tem se apresentado com o Trio Baru ou em concertos solo em palcos nacionais e internacionais.

Como promotor cultural, Nelson Latif coordena o Projeto Alma Brasileira, composto de oficinas musicais, palestras sobre a história da música brasileira e concertos. O projeto visa à difusão da nossa música no exterior e já foi apresentado em diversas universidades e centros de cultura brasileira, em mais de 30 paises.

Nelson Latif é também sociólogo, formado pela Universidade de São Paulo.